MARGINAL

A MÚSICA MAIS PERTO DO MAR

the-temptations

1972 Temptations

A 28 de Setembro de 1972, os The Temptations editavam o single de “Papa Was a Rollin’ Stone”, uma das gravações mais marcantes da história da soul e um dos grandes momentos da colaboração entre o grupo e o produtor Norman Whitfield.

Escrita por Barrett Strong e Norman Whitfield, a canção tinha sido gravada originalmente pelos Undisputed Truth. Para os Temptations, Whitfield imaginou uma abordagem muito mais ambiciosa, transformando-a numa longa composição de soul psicadélica, marcada pelo baixo, pela bateria, pelas cordas e por uma atmosfera quase cinematográfica.

O single foi editado com 6 minutos e 58 segundos, uma duração extraordinária para um 45 rotações. A versão incluída no álbum All Directions chegava aos 11 minutos e 46 segundos, prolongando a introdução instrumental e os espaços entre os versos.

A narrativa acompanha filhos que procuram compreender quem foi o pai, depois da sua morte. A resposta da mãe é devastadora: aquele homem nunca teve uma verdadeira casa ou família, deixando apenas a sua ausência. A famosa frase “Papa was a rollin’ stone” tornou-se o centro de uma das letras mais reconhecíveis da soul dos anos 70.

A gravação começa com uma longa introdução instrumental antes de Dennis Edwards entrar com a voz. O arranjo de Whitfield e Paul Riser constrói progressivamente a tensão, com o baixo a funcionar como elemento condutor e as cordas, guitarra, teclados e percussão a acrescentarem novas camadas ao longo da gravação.

“Papa Was a Rollin’ Stone” chegou ao número 1 da Billboard Hot 100, tornando-se o último número 1 dos Temptations nos Estados Unidos.

Nos Grammys de 1973, a canção recebeu três prémios: Melhor Performance Vocal R&B por um Grupo, Melhor Performance Instrumental R&B e Melhor Canção R&B, esta última atribuída aos seus compositores Barrett Strong e Norman Whitfield.

A CARREGAR...
//