Marisa Monte vai transformar, a MEO Arena numa celebração da música brasileira com “Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo”, passa por Lisboa dia 18 de setembro.
Este concerto promete ser um momento raro e especial: a artista sobe ao palco acompanhada pela sua banda e por uma orquestra sinfónica, numa proposta que funde a linguagem da música popular com o refinamento do repertório sinfónico.
O conceito Phonica nasce da ideia de levar canções já consagradas a novos espaços sonoros. Ao revisitar clássicos da sua carreira, incluindo temas com os Tribalistas, os arranjos inéditos prometem expandir a forma como conhecemos a obra de Marisa Monte, criando um diálogo profundo entre tradição e contemporaneidade.
Com uma formação musical sólida desde a infância, Marisa Monte construiu uma das carreiras mais respeitadas da música brasileira. Estudou canto, piano e bateria, cresceu entre Billie Holiday e Maria Callas, passou pelo teatro musical, recusou gravar quando sentiu que ainda não era o momento certo, e nunca deixou de colocar a arte acima da exposição.
Aqui ficam algumas curiosidades que ajudam a perceber melhor o percurso de Marisa Monte

10 curiosidades
▪︎ Marisa Monte começou muito cedo e com uma formação musical sólida: ainda em criança estudou canto, piano e bateria, crescendo entre a música brasileira, Maria Callas e Billie Holiday.
▪︎ Aos 15 anos integrou o elenco do musical The Rocky Horror Show, antes de entrar de forma definitiva na carreira profissional.
▪︎ Recusou o primeiro convite para gravar um disco, feito por Roberto Menescal, por sentir que ainda não estava preparada, uma decisão pouco comum para alguém com talento tão evidente desde tão nova.
▪︎ Passou vários meses em Itália a estudar bel canto, técnica do canto lírico, regressando depois ao Brasil para dar início à sua carreira discográfica.
▪︎ O álbum de estreia, MM (1989), foi gravado quase integralmente ao vivo, algo muito raro numa primeira obra, revelando desde logo a sua segurança artística e virtuosismo vocal.
▪︎ É frequentemente apontada como uma das maiores cantoras brasileiras de sempre. A edição norte-americana da Rolling Stone incluiu-a entre as vozes mais importantes do país.
▪︎ Defensora assumida do samba tradicional, produziu Tudo Azul, da Velha Guarda da Portela, contribuindo para aproximar o samba de raiz de novas gerações e dar visibilidade a músicos históricos muitas vezes afastados do circuito comercial.
▪︎ “Amor I Love You” nasceu de uma história contada por Clara Buarque, filha de Carlinhos Brown, e cruza pop e literatura, incluindo um excerto de O Primo Basílio, de Eça de Queirós.
▪︎ Marisa Monte tem uma participação criativa profunda nos seus projectos, assumindo também funções de co-produção em álbuns como Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão.
▪︎ Protege ao máximo a vida privada: concede poucas entrevistas e mantém distância da exposição mediática, preferindo que seja a música a falar por si, uma atitude rara numa artista da sua dimensão.