A edição 68 dos Grammy, voltou a colocar a música global sob os holofotes na última madrugada, (1 de fevereiro), no Crypto.com Arena em Los Angeles, numa cerimónia marcada por momentos emotivos, grande diversidade artística e discursos com forte impacto social.
Com vitórias em grandes categorias e um palco repleto de performances de alto nível, a noite ficou também conhecida pela forma como artistas de soul, R&B ganharam destaque num dos eventos mais influentes da indústria musical.
Olívia Dean: artista revelação e discurso inspirador
Uma das protagonistas da noite foi Olívia Dean, que venceu o prémio de Melhor Artista Revelação, um dos Big Four dos Grammy.
No seu discurso de aceitação, Dean emocionou ao falar sobre as suas raízes familiares e o caminho que a trouxe até ali. A britânica lembrou que é “neta de um imigrante”, afirmando que não estaria ali “sem a coragem” das gerações que vieram antes dela, e que essas pessoas merecem ser celebradas.
A sua vitória representa não só um reconhecimento artístico, mas também uma celebração da diversidade cultural e da influência da soul contemporânea na música global, especialmente pela forma como a sua voz profunda e emotiva tem marcado nos últimos meses.
No que toca a categorias ligadas ao soul e ao R&B, a noite foi particularmente forte para artistas que combinam tradições vocais com produção moderna:
Categorias R&B
Melhor Álbum R&B: Mutt — Leon Thomas
Melhor R&B Performance: Folded — Kehlani
Melhor Música R&B: Folded — Kehlani
Melhor Traditional R&B Performance: Vibes Don’t Lie — Leon Thomas
Melhor Progressive R&B Album: Durand Bernarr
Estes prémios reflectem um reconhecimento do R&B mais tradicional e experimental, com vozes como Leon Thomas a serem celebradas tanto pela qualidade vocal como pela capacidade de conectar com temas emocionais profundos.
O espírito da noite levou várias figuras do R&B a usar o palco para mensagens sociais fortes. Durante os seus discursos, artistas como Kehlani fizeram declarações claras contra políticas de imigração consideradas duras, refletindo um ambiente onde a música e a mensagem social se entrelaçaram.
Outros grandes vencedores da noite
Álbum do Ano: Debí Tirar Más Fotos — Bad Bunny (primeiro álbum totalmente em espanhol a ganhar o prémio principal)
Gravação do Ano: Luther — Kendrick Lamar com SZA
Canção do Ano: Wildflower — Billie Eilish
Estas vitórias refletem não só o impacto cultural, mas também a diversidade de estilos que dominaram a noite, do urbano à soul e ao R&B, destacando vozes que combinam técnica vocal com autenticidade emocional.
Os Grammy 2026 foram uma noite em que a música, a identidade e a mensagem social se encontraram de forma clara. Com Olívia Dean a celebrar a sua herança e as suas raízes, além de artistas de como Leon Thomas e Kehlani a somarem reconhecimento fundamental, foi uma cerimónia que assinalou a música como espaço de expressão, emoção e impacto cultural.