A brasileira Luísa Sonza surpreendeu fãs e critica ao editar o álbum “Bossa Sempre Nova”, um projeto inteiramente dedicado à Bossa Nova, que marca uma ruptura estética com os seus trabalhos pop anteriores.
Este disco, que conta com a colaboração de dois pilares da Bossa Nova, Toquinho e Roberto Menescal, apresenta 13 reinterpretações de clássicos, como “O Barquinho”, e destaca-se pela nova versão de “Tarde em Itapoã”, onde Sonza divide a voz e o violão com o próprio Toquinho.
Sobre o projecto, Luisa Sonza explicou que sentiu necessidade em desacelerar e honrar as raízes da música brasileira que formaram a sua identidade, descrevendo a experiência de trabalhar com estes mestres como uma validação artística fundamental para a sua carreira.
A receção ao disco tem sido marcada por um intenso debate entre a crítica e o público, refletindo o impacto desta transição de estilo. Toquinho elogiou publicamente a entrega da artista, afirmando que Luísa Sonza trouxe uma frescura e doçura vocal que respeita a simplicidade exigida pelo género, promovendo um encontro de gerações necessário.
Por outro lado, embora a crítica especializada tenha destacado o amadurecimento vocal e a coragem de Sonza em levar o legado de nomes como Vinicius de Moraes a um público mais jovem, as redes sociais dividiram-se entre o entusiasmo dos fãs pela “onda” descontraída do disco e o ceticismo dos puristas, que questionam a profundidade da sua interpretação.
Apesar das opiniões mistas, o álbum destacou-se rapidamente nas plataformas de streaming, consolidando-se como um dos lançamentos mais comentados de 2026 e alimentando rumores sobre uma futura digressão acústica em teatros. Tarde em Itapoã, foi destaque na rubrica A Minha Praia. 🎧 Podcast