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“A Noite Passada” é o sexto e último single de SG Gigante.

Com participação de Dino D’Santiago e Rita Vian e produção de Branko.

“A Noite Passada” é a última peça revelada no verdadeiro puzzle que é SG Gigante, uma homenagem de vários artistas da cena hip hop/urbana nacional a Sérgio Godinho, e que conta com curadoria artística de Capicua.

SG Gigante é um projecto especial, pensado por Capicua, que pretende unir dois universos: Sérgio Godinho representa, naturalmente, um pináculo na arte portuguesa de colar palavras e histórias a melodias e impôs-se como um grande, gigante até, escritor de canções. Mas a modernidade trouxe outras formas de estar: artistas que, através do hip hop e de outros géneros centrados na eletrónica e na urbanidade, encontraram outras formas de encaixar palavras em ritmos, de fazer canções que as novas gerações entendem como suas. Que estes artistas estejam agora a olhar para o cancioneiro de Sérgio Godinho indica que afinal a música pode ser diferente, mas a língua e o sentir, esses permanecem os mesmos. Capicua sabe disso muito bem e por conhecer os dois mundos uniu aqui uma equipa de luxo.

Para este último tema revelado de SG Gigante regressamos a 1973, à véspera da revolução a que Sérgio também deu voz, ao segundo álbum da sua carreira, sucessor de Os Sobreviventes, gravado em França com alguns músicos locais. É o álbum de “Barnabé”, “Porto, Porto” ou “Pode Alguém Ser Quem Não É”, um clássico maior que já lançava válidas pistas para o Sérgio do futuro.

“Cheguei-me a ti e disse baixinho, ‘olá’”, começa por recordar o próprio Sérgio antes de entrar um teclado ondulante, pontuado por um suave ritmo cozinhado por Branko, sem dúvida um dos grandes arquitectos deste renovado som de Lisboa, que parece embalar como as águas do Douro e do Tejo, esses rios que correm para o mar e que são citados na canção. Rita Vian e Dino D’Santiago pegam nas exactas palavras do original, mas temperam-nas com o seu sabor especial. Rita revelou na sua estreia em nome próprio, CAOS’A, que tem vontade de futuro, ainda que não esqueça as raízes da nossa identidade. E Dino é um portento que tem oferecido o particular balanço desta nova Lisboa crioula ao mundo.

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