Nos Estados Unidos, alguns estados estão a começar a acabar com os benefícios fiscais atribuídos aos grandes centros de dados, numa altura em que cresce a preocupação com o enorme consumo de eletricidade provocado pela expansão da inteligência artificial.
O Arizona, por exemplo, passou a cobrar imposto sobre as vendas de eletricidade utilizada pelos centros de dados, uma medida que deverá gerar cerca de 38 milhões de dólares por ano. No estado de Washington, deixaram de existir benefícios fiscais para a compra de novo equipamento, enquanto a Pensilvânia aprovou o fim de incentivos que estavam em vigor há cinco anos.
A discussão prende-se com os custos destas enormes instalações, que consomem grandes quantidades de energia e precisam de renovar frequentemente os seus equipamentos.
Em Portugal, a situação é diferente. Não houve, em 2026, uma retirada geral de benefícios fiscais específica para centros de dados. Pelo contrário, o Governo aprovou este ano um Plano Nacional de Centros de Dados, que pretende atrair investimento e transformar Portugal num polo europeu deste setor.
A legislação portuguesa prevê ainda benefícios fiscais ao investimento produtivo que podem abranger atividades informáticas e tecnológicas, mediante determinadas condições.
Ao mesmo tempo, os centros de dados estão sujeitos a regras de eficiência energética e, a partir de determinadas dimensões, têm de comunicar informação sobre o seu consumo e desempenho às autoridades europeias.