Uma jovem canadiana tornou-se a primeira pessoa no mundo a recuperar de queimaduras graves no rosto graças a um tratamento inovador com exossomas.
Kaitlin Jeffrey sofreu queimaduras de terceiro grau na sequência de um incêndio e os médicos acreditavam que teria de ser submetida a enxertos de pele, ficando com cicatrizes permanentes.
No entanto, uma equipa médica decidiu apostar numa abordagem inédita. Em vez dos enxertos, utilizou exossomas, pequenas partículas libertadas pelas células que transportam sinais capazes de estimular a regeneração dos tecidos. Apesar de esta técnica já ter mostrado resultados promissores na cicatrização de feridas, nunca tinha sido utilizada em pessoas com queimaduras desta gravidade.
Os resultados superaram todas as expectativas. Cerca de cinco meses depois do acidente, o rosto de Kaitlin estava completamente recuperado. Ainda será necessário realizar enxertos numa parte do pescoço, mas este caso poderá acelerar o desenvolvimento de um novo tratamento para queimaduras graves, com potencial para beneficiar doentes em todo o mundo.
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Cientistas criaram o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos e descobriram que estes filamentos se estendem por cerca de 100 quatriliões de quilómetros apenas nos primeiros 15 centímetros de solo.
Se fossem unidos num único fio, dariam para fazer a viagem entre a Terra e o Sol, ida e volta, mil milhões de vezes.
Estas redes, conhecidas como a "internet das florestas", ligam fungos e plantas, permitindo a troca de nutrientes, água e açúcares, desempenhando um papel essencial na saúde dos ecossistemas e no armazenamento de carbono.
O estudo revela ainda que as maiores concentrações destas redes existem em pradarias e zonas húmidas, mas que a agricultura intensiva reduz significativamente a sua presença. Os investigadores defendem que os fungos devem passar a ser considerados uma prioridade nas estratégias de conservação da natureza.
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Uma equipa da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo sistema de dessalinização movido a energia solar que transforma água do mar em água potável sem utilizar produtos químicos e sem produzir salmoura, o resíduo altamente salgado que normalmente prejudica os ecossistemas marinhos.
A tecnologia utiliza painéis metálicos especiais que absorvem quase toda a energia solar. À medida que a água evapora, os sais e minerais ficam retidos nas extremidades do painel, permitindo que o sistema continue a funcionar sem entupir.
Além de produzir água potável de forma mais eficiente, o processo permite recuperar praticamente todos os sais presentes na água do mar. Entre eles está o lítio, um mineral essencial para o fabrico de baterias de veículos elétricos e equipamentos eletrónicos. Nos primeiros testes, os investigadores conseguiram recuperar cerca de metade do lítio presente nas amostras analisadas.
Os cientistas acreditam que esta inovação poderá ajudar a aumentar o acesso à água potável e, ao mesmo tempo, criar uma forma mais sustentável de obter minerais valiosos, reduzindo o impacto ambiental da mineração tradicional.
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Um inventor britânico criou um filtro para máquinas de lavar roupa capaz de reter microfibras sintéticas antes de estas chegarem aos rios e oceanos.
Consideradas uma das principais fontes de microplásticos no ambiente, estas partículas libertam-se das roupas durante cada lavagem e acabam por se espalhar pela natureza.
Desenvolvido por Adam Root, o equipamento já conta com o apoio de gigantes da indústria, como a Bosch e a Siemens. Além de estar disponível para uso doméstico, a tecnologia está agora a ser adaptada para fábricas têxteis e grandes unidades industriais, onde a libertação de microfibras é muito maior.
Segundo os investigadores, os microplásticos já foram encontrados em praticamente todos os órgãos do corpo humano e estão associados a vários problemas de saúde. Desde o lançamento do filtro, os equipamentos vendidos deverão impedir que cerca de 4,6 toneladas de microfibras cheguem ao ambiente ao longo da sua vida útil.
A invenção foi finalista do prémio ambiental Earthshot e poderá tornar-se uma importante ferramenta no combate à poluição por microplásticos.
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Uma descoberta arqueológica no País de Gales veio corrigir um erro com quase um século.
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