ONU aprovou uma resolução para promover um novo mapa-mundo que representa de forma mais correta o tamanho dos continentes, sobretudo o de África.
O mapa mais utilizado atualmente, conhecido como projeção de Mercator, é usado desde o século XVI. O planisfério foi criado para a navegação, mas distorce as dimensões das regiões próximas dos polos. Por isso, faz com que a Gronelândia pareça ter praticamente o mesmo tamanho de África, quando, na realidade, África é cerca de 14 vezes maior.
A alternativa é a chamada projeção Equal Earth, criada em 2018, que representa de forma mais proporcional a área dos continentes.
A resolução foi aprovada por 164 países, com seis abstenções. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra. A decisão não é obrigatória, mas deverá incentivar instituições de todo o mundo a adotarem mapas mais fiéis às dimensões reais do planeta.
Os defensores da mudança dizem que os mapas não são apenas ferramentas de orientação: também influenciam a forma como percebemos a importância geográfica, económica e política de cada região.
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Arqueólogos descobriram centenas de estruturas geométricas escondidas na floresta da Amazónia, revelando que uma antiga civilização era muito maior do que se pensava.
Com recurso a tecnologia LiDAR, que usa lasers para mapear o terreno através da vegetação, foram identificadas 432 estruturas na Amazónia brasileira, 396 delas desconhecidas até agora.
Os investigadores acreditam que a civilização Aquiry poderá ter construído entre 24 mil e 30 mil destas estruturas, usadas provavelmente como espaços cerimoniais, políticos e de reunião.
A área conhecida desta civilização foi entretanto triplicada, de 60 mil para cerca de 183 mil quilómetros quadrados. Os investigadores estimam ainda que, entre os séculos I e IV, a região poderá ter sido habitada por 1 a 3 milhões de pessoas.
Uma descoberta que revela uma das maiores e mais desconhecidas civilizações da antiga Amazónia.
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A produção de cimento é uma das grandes fontes industriais de dióxido de carbono. Mas um novo estudo mostra que, no futuro, as fábricas de cimento podem passar de poluidoras a retirar CO2 da atmosfera.
Investigadores Ido nstituto Federal de Tecnologia de Zurique estudaram a combinação da produção de cimento com uma tecnologia chamada captura direta de carbono do ar. A ideia aproveita o calcário, que pode voltar a absorver CO2 depois de ser transformado em cal.
Segundo o estudo, se os fornos de cimento funcionarem com eletricidade de origem renovável, em vez de combustíveis fósseis, cerca de 78% das emissões podem ser anuladas.
O CO2 capturado seria depois comprimido e armazenado no subsolo, em vez de ficar preso no cimento.
As projeções indicam que, até 2050, esta tecnologia poderá retirar entre 85 e 96% mais CO2 do que aquele que produz ao longo de todo o processo.
Ainda há desafios: os equipamentos necessários não estão todos disponíveis à escala industrial e os custos também precisam de ser avaliados. Mas os investigadores consideram que a combinação pode ser uma solução promissora para tornar a indústria do cimento muito mais amiga do clima.
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Uma nova técnica de ressonância magnética pode ajudar a detetar doenças pulmonares mais cedo nas crianças, sem exposição a radiação.
Ao inalarem este gás, os doentes permitem que o exame mostre não só a estrutura dos pulmões, mas também como estão a funcionar, incluindo a entrada de ar e a passagem de gases para o sangue.
A técnica já está a ser usada num hospital pediátrico de Sheffield para acompanhar crianças com fibrose quística. Os investigadores dizem ter encontrado alterações que não eram visíveis nos exames de rotina.
A grande vantagem é poder repetir os exames ao longo dos anos sem acrescentar exposição à radiação, algo particularmente importante em crianças com doenças crónicas.
A equipa está agora a trabalhar com o Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra para adaptar esta tecnologia a aparelhos de ressonância magnética que já existem, o que poderá facilitar a sua utilização noutros hospitais.
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Amy Winehouse está de volta às ruas de Camden Town, num novo vídeo realizado pelo português João Pombeiro.
O vídeo acompanha uma versão inédita de Tears Dry, lançada para assinalar os 20 anos do álbum Back to Black. O o realizador recorreu a imagens de arquivo e criou uma nova Camden através de colagem digital e animação, recuperando Amy Winehouse que nos deixou aos 27 anos em 2011.
João Pombeiro, artista visual e professor, já tinha trabalhado com os U2 num vídeo para o álbum Songs of Surrender. Neste novo projeto, recriou locais ligados à vida de Amy Winehouse, escondendo também várias referências à cantora e à sua música.
O trabalho foi realizado em cerca de um mês e recebeu uma reação muito especial: o pai de Amy Winehouse e os responsáveis pelo seu espólio consideraram o vídeo uma “obra-prima”.
A nova edição comemorativa de Back to Black chega a 23 de outubro, com demos inéditas, lados B e um concerto gravado em Amesterdão, em 2007.
O vídeo com realização de João Pombeiro pode ser conferido no YouTube.
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