Uma equipa de arqueólogos descobriu, no Peru, um túmulo com cerca de 600 anos, que permaneceu intacto até aos nossos dias.
A descoberta foi feita em Chan Chan, uma antiga cidade da civilização Chimú, classificada como Património Mundial da UNESCO.
No interior do túmulo foram encontrados os restos mortais de 38 pessoas, além de armas, peças de cobre e ouro, joias e tecidos coloridos. Estes vestígios indicam que os indivíduos pertenciam à elite desta sociedade andina, que atingiu o seu apogeu no século XV, antes de ser conquistada pelos Incas.
A descoberta é especialmente importante porque, até agora, muitos túmulos desta civilização tinham sido saqueados, dificultando o estudo dos restos humanos e dos objetos encontrados. Este achado permite aos investigadores conhecer melhor os costumes funerários e a organização social dos Chimú.
E há ainda muito por descobrir: estima-se que apenas sete por cento da antiga cidade de Chan Chan tenha sido escavada.
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Uma investigação científica concluiu que o aquecimento de águas tropicais terá provocado fortes nevões na Antártida Oriental, contribuindo para um aumento de 695 mil milhões de toneladas de gelo entre 2021 e 2023.
Os cientistas descobriram que o aquecimento de uma zona do oceano onde se encontram o Pacífico e o Índico alterou a circulação atmosférica, transportando mais humidade para a Antártida. Este fenómeno favoreceu a chegada de rios atmosféricos, que transportam grandes quantidades de vapor de água e provocam nevões intensos quando chegam a regiões muito frias.
O aumento de gelo registado foi excecional, mas temporário, e não significa que a Antártida tenha deixado de perder gelo a longo prazo. Segundo os investigadores, o fenómeno estará sobretudo associado a variações naturais da temperatura dos oceanos, embora não seja possível excluir totalmente a influência das alterações climáticas.
Os cientistas acreditam que este tipo de aquecimento tropical ocorre, em média, uma vez por década. Por isso, os próximos anos poderão ajudar a perceber se o fenómeno se repete e qual o seu impacto na evolução do nível do mar.
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Cientistas chineses desenvolveram um novo método de refinação de petróleo que permite reduzir o consumo de energia em cerca de 90%.
Ao contrário das técnicas tradicionais, que exigem aquecer o petróleo várias vezes a temperaturas elevadas, este processo utiliza membranas químicas para separar as moléculas à temperatura ambiente.
Em testes laboratoriais, os investigadores conseguiram separar o petróleo em três grupos de produtos, recuperando entre 85 e 90% dos componentes pretendidos.
A descoberta poderá reduzir os custos de produção e as emissões de dióxido de carbono associadas à refinação, uma indústria responsável por cerca de 1,3 mil milhões de toneladas de CO2 por ano.
No entanto, a tecnologia ainda precisa de ser testada à escala industrial para confirmar se poderá ser aplicada mundialmente.
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Investigadores australianos descobriram uma forma de produzir hidrogénio natural a partir de minerais presentes nas rochas, que poderá abrir novas possibilidades para a energia limpa.
A equipa da Universidade Edith Cowan estudou a magnetite, um mineral abundante na região de Pilbara, no oeste da Austrália. Em determinadas condições, quando este mineral reage com água quente no subsolo, pode libertar hidrogénio, um combustível que poderá ser utilizado em transportes pesados, como aviões, navios e comboios.
Em laboratório, os cientistas simularam as condições existentes em profundidade, usando água a 200 graus Celsius e pressão elevada. Verificaram também que a água produz mais hidrogénio quando consegue penetrar facilmente nas rochas, através de fissuras e poros.
A investigação ainda está numa fase inicial, mas poderá ajudar a identificar reservas naturais de hidrogénio e, no futuro, contribuir para produzir energia com menos emissões. Os cientistas admitem que a região australiana poderá ter um potencial importante, embora seja necessário perceber se o processo pode ser aplicado em grande escala.
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Depois de cerca de 200 anos de ausência, os bisontes estão de volta ao deserto de Chihuahua, no México.
A reintrodução aconteceu na reserva natural de Cuatrociénegas, uma zona árida com grande diversidade de plantas, água e dunas de areia. No ano passado, 48 bisontes foram transferidos para a Reserva de Vida Selvagem El Santuario.
O regresso destes animais pode ajudar a recuperar o equilíbrio do ecossistema. Os bisontes pisam e revolvem o solo, facilitando a entrada de água e sementes, espalham sementes através do pelo e fertilizam a terra com os excrementos.
No entanto, a presença de uma grande manada também traz desafios. Como existem poucos predadores naturais na região, a população pode crescer demasiado e entrar em conflito com os criadores de gado.
Os responsáveis pelo projecto estudam agora formas de gerir a manada de forma sustentável, seguindo exemplos de programas semelhantes nos Estados Unidos e no Canadá.
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