Um medicamento experimental pode ajudar a reparar danos no ADN e reduzir a inflamação associados às primeiras fases da doença de Alzheimer.
Investigadores do King’s College London testaram o KCL-286 num modelo da doença em ratos. O medicamento conseguiu reparar quebras nas cadeias de ADN e diminuir a inflamação, dois processos que podem surgir muito cedo no desenvolvimento do Alzheimer.
Ao contrário de tratamentos que se concentram sobretudo nas proteínas amiloide-beta e tau, esta abordagem procura atuar sobre vários mecanismos da doença ao mesmo tempo.
Há ainda outro dado importante: o KCL-286 já passou por ensaios clínicos de fase 1 em seres humanos, que avaliaram a sua segurança e tolerabilidade. O medicamento tinha sido originalmente desenvolvido para tratar lesões da medula espinal.
Os resultados são promissores, mas ainda são necessários novos ensaios para perceber se o tratamento é eficaz e seguro em pessoas com Alzheimer.
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Astrónomos detetaram, pela primeira vez, uma molécula de açúcar no espaço interestelar. A descoberta foi feita numa enorme nuvem de gás e poeira próxima do centro da Via Láctea.
Trata-se da eritrulose, um açúcar simples encontrado, por exemplo, nas framboesas. A molécula tem quatro átomos de carbono, oito de hidrogénio e quatro de oxigénio.
Investigadores espanhóis identificaram a molécula através de radiotelescópios e de técnicas de espectroscopia. A descoberta é importante porque mostra que alguns dos ingredientes essenciais à vida podem formar-se antes do nascimento das estrelas e dos planetas.
Os cientistas acreditam que a eritrulose poderá ter-se formado à superfície de pequenas partículas de poeira cósmica, onde moléculas simples se juntam e dão origem a compostos mais complexos.
Até agora, já foram identificadas cerca de 350 substâncias químicas no espaço interestelar. Esta é, no entanto, a primeira vez que é detetado um açúcar neste ambiente.
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Há uma portuguesa distinguida entre as Mulheres Inovadoras da União Europeia de 2026.
A engenheira portuguesa Marta Oliveira foi distinguida com o prémio "Rising Innovator" nos Prémios Europeus para Mulheres Inovadoras 2026.
Cofundadora da empresa ATMOS Space Cargo, desenvolve cápsulas reutilizáveis capazes de trazer, em segurança, experiências científicas e carga da órbita terrestre de volta à Terra.
Antes de criar a empresa, trabalhou na NASA, na Agência Espacial Europeia e na Arianespace.
Os prémios da União Europeia distinguem mulheres que transformam investigação e inovação em soluções com impacto na sociedade e procuram incentivar mais mulheres a seguir carreiras científicas e tecnológicas.
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Arqueólogos descobriram em Luxor, no Egito, um túmulo com cerca de 3.200 anos, datado da época de Ramsés II, um dos faraós mais importantes do Antigo Egito.
O túmulo pertenceu a um homem chamado Paser e conserva frescos coloridos em excelente estado, que mostram cenas religiosas e o proprietário sentado ao lado da mulher durante uma cerimónia de oferendas.
A descoberta foi feita por uma equipa de arqueólogos egípcios e neerlandeses na necrópole tebana, uma das mais importantes zonas funerárias do mundo. O túmulo tem a tradicional planta em forma de "T", característica do Império Novo, e os investigadores acreditam que poderá esconder ainda outras câmaras funerárias subterrâneas.
As escavações continuam e os especialistas esperam que esta descoberta ajude a compreender melhor os rituais funerários e a organização desta vasta necrópole, onde nos últimos anos têm sido encontrados vários túmulos e artefactos de grande valor histórico.
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Pela primeira vez, a energia solar foi a principal fonte de produção de eletricidade em Portugal durante um mês.
Em julho, os painéis solares garantiram 19% da eletricidade consumida no país, ultrapassando a produção hídrica e a eólica, segundo dados da REN.
No total, as energias renováveis asseguraram 53% do consumo nacional. Ainda assim, cerca de um terço da eletricidade utilizada em Portugal foi importada de Espanha, enquanto as fontes não renováveis representaram 13%.
Este marco reflete o forte crescimento da energia solar no país, impulsionado pela instalação de novos parques fotovoltaicos e pelo aumento dos painéis solares em casas e empresas. Apesar de julho ter registado condições menos favoráveis do que a média para a produção solar e eólica, a energia do sol liderou pela primeira vez o sistema elétrico nacional.
Nos primeiros sete meses do ano, as energias renováveis forneceram 68% da eletricidade consumida em Portugal, confirmando a crescente importância das fontes limpas na transição energética do país.
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