A missão espacial BepiColombo, da Agência Espacial Europeia, alcançou uma etapa decisiva na sua viagem até Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.
Após mais de oito anos de viagem, a sonda iniciou a fase de chegada ao planeta, numa operação que incluiu nove passagens por outros planetas para ajustar a sua velocidade e trajetória.
A missão é uma parceria entre a Agência Espacial Europeia e a agência espacial japonesa. É apenas a terceira missão a visitar Mercúrio, depois das sondas Mariner 10 e MESSENGER, da NASA.
A BepiColombo é uma missão conjunta da Europa e do Japão, composta por duas sondas científicas que vão estudar Mercúrio em simultâneo. A viagem de quase 10 mil milhões de quilómetros exigiu nove passagens planetárias, aproveitando a gravidade de outros planetas para ajustar a trajetória e reduzir a velocidade da nave. No início do mês de setembro, o módulo de transporte separou-se com sucesso, concluindo a sua missão.
A entrada em órbita de Mercúrio está prevista para novembro, mas as observações científicas só deverão começar em abril de 2027. As duas sondas vão investigar a superfície, o núcleo rico em ferro e o campo magnético do planeta, procurando esclarecer mistérios como a presença de gelo nos seus polos, apesar das temperaturas extremas. Os dados poderão também ajudar a compreender como se formam os planetas tão próximos das suas estrelas.
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Uma simples obra de jardinagem levou à descoberta do maior tesouro de prata da Era Viking alguma vez encontrado na Dinamarca.
Um homem preparava o terreno para construir um terraço, na região de Rebild, quando, após meia hora de escavação, começou a encontrar moedas, joias e outros objetos metálicos.
No total, foram recuperadas cerca de 700 peças, com mais de 18 quilos de prata. Entre os achados estão 47 moedas, braceletes, barras de prata, joias e um amuleto em forma do martelo de Thor.
A descoberta ajuda a compreender a importância da prata na economia viking e a dimensão das redes comerciais da época. Algumas moedas apresentam inscrições árabes, enquanto outras, de origem inglesa, datam dos anos entre 899 e 924.
Os arqueólogos acreditam que o tesouro poderá ter sido enterrado durante um período de instabilidade política e religiosa, associado à cristianização da Dinamarca, quando era comum esconder objetos de valor.
Um dos achados mais curiosos é uma barra de prata com inscrições rúnicas que parecem formar o nome «Hutu». Ainda não se sabe se corresponde ao proprietário ou a uma marca.
O tesouro está agora sob os cuidados dos Museus do Norte da Jutlândia, que vão estudar as peças. Está também prevista a sua exposição permanente no Museu Viking de Fyrkat.
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Uma equipa internacional de cientistas identificou, na Bolívia, uma nova espécie de pequeno felino selvagem, o Leopardus tilcayo, ou gato-tilcayo. É a primeira nova espécie de felino vivo descrita pela ciência em mais de um século.
O animal vive nos bosques nublados dos Yungas, nas encostas dos Andes. Tem cerca de 46 centímetros de comprimento e pesa apenas 1,4 quilos, sendo mais pequeno do que um gato doméstico. Tem pelo castanho-claro, com manchas escuras em forma de roseta.
A descoberta só foi possível através de análises genéticas. Os investigadores estudaram o ADN de 38 felinos do género Leopardus e perceberam que aquilo que se julgava ser uma única espécie correspondia, afinal, a várias espécies geneticamente distintas. A linhagem do gato-tilcayo terá seguido o seu próprio caminho evolutivo há cerca de 1,4 milhões de anos.
Curiosamente, o animal que ajudou a revelar a espécie foi encontrado ainda jovem por uma família local, que pensou tratar-se de um gato doméstico. Acabou num santuário de vida selvagem, onde despertou a atenção dos investigadores.
Ainda se sabe muito pouco sobre o gato-tilcayo. Há indícios de que é noturno e se alimenta de pequenos roedores, mas os cientistas estão agora a instalar câmaras nas florestas dos Yungas para descobrir quantos existem e conhecer melhor os seus hábitos.
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Astrónomos reuniram 16 imagens de galáxias, numa espécie de galeria de “joias cósmicas”, para mostrar ao público a enorme variedade de formas, tamanhos e fenómenos que existem no Universo.
As imagens combinam dados do observatório de raios X Chandra, da NASA, com observações de telescópios como o James Webb e o Hubble, entre outros. E podem ser consultadas aqui: https://science.nasa.gov/gallery/galaxy-gallery-galactic-gems-glisten-in-new-gallery-from-nasas-chandra/
As galáxias são geralmente divididas em três grandes tipos: espirais, como a Via Láctea; elípticas, muitas vezes associadas a galáxias mais antigas e a colisões entre galáxias; e irregulares, com formas muito diversas.
Segundo os investigadores, estudar outras galáxias ajuda também a perceber melhor a história e o futuro da nossa própria Via Láctea.
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Um novo estudo sugere que certas ondas cerebrais produzidas durante o sono profundo podem ajudar a proteger contra a progressão da doença de Alzheimer.
Investigadores da Universidade Concordia no Canadá acompanharam, durante três anos, 60 pessoas com Alzheimer ligeiro a moderado.
Verificaram que níveis elevados de orexina, uma substância do cérebro ligada à vigília, ao sono e ao apetite, estavam associados a maior declínio da memória e do pensamento, além de mais sinais de inflamação e neurodegeneração.
Mas este efeito parecia ser menor nas pessoas que apresentavam ondas cerebrais mais fortes durante o sono, sobretudo os chamados fusos do sono e oscilações lentas, associados à consolidação e preservação da memória.
Esta actividade cerebral pode dar alguma resistência aos efeitos negativos da orexina.
O estudo, publicado na revista Neurology, sugere que analisar estas ondas cerebrais e os níveis de orexina poderá ajudar a acompanhar a evolução do Alzheimer e, no futuro, a identificar tratamentos mais adequados.
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