Um recife de coral que se julgava morto há mais de 60 anos foi reencontrado cheio de vida ao largo da costa da África Ocidental, no Golfo da Guiné.
O possível recife tinha sido identificado em estudos realizados nos anos 60, mas os investigadores da época pensaram que já não estava vivo. Agora, uma equipa do Instituto de Investigação das Pescas e Oceanografia do Benim voltou à zona e utilizou sonar e drones submarinos para explorar o fundo do mar.
Depois de analisar cerca de 11 quilómetros de fundo marinho, os investigadores encontraram formações de coral aparentemente saudáveis. Foram identificados oito tipos de coral e oito espécies de peixes, entre eles pargos, peixes-anjo e peixes-borboleta.
Os cientistas acreditam estar perante um ecossistema de coral mesofótico, que vive a maiores profundidades e com muito menos luz do que os recifes tropicais tradicionais. Em vez de formar uma barreira contínua, estes corais podem surgir em pequenos grupos sobre zonas rochosas.
Ainda não se sabe se os corais estavam realmente mortos nos anos 60 e conseguiram recuperar, ou se permaneceram vivos durante todo este tempo. Também é possível que existam outros recifes desconhecidos nesta região.
Os investigadores querem agora regressar ao local para recolher amostras e estudar a história deste recife, que pode ter feito parte de uma formação muito maior, com cerca de 40 quilómetros de extensão.
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Um medicamento experimental pode ajudar a reparar danos no ADN e reduzir a inflamação associados às primeiras fases da doença de Alzheimer.
Investigadores do King’s College London testaram o KCL-286 num modelo da doença em ratos. O medicamento conseguiu reparar quebras nas cadeias de ADN e diminuir a inflamação, dois processos que podem surgir muito cedo no desenvolvimento do Alzheimer.
Ao contrário de tratamentos que se concentram sobretudo nas proteínas amiloide-beta e tau, esta abordagem procura atuar sobre vários mecanismos da doença ao mesmo tempo.
Há ainda outro dado importante: o KCL-286 já passou por ensaios clínicos de fase 1 em seres humanos, que avaliaram a sua segurança e tolerabilidade. O medicamento tinha sido originalmente desenvolvido para tratar lesões da medula espinal.
Os resultados são promissores, mas ainda são necessários novos ensaios para perceber se o tratamento é eficaz e seguro em pessoas com Alzheimer.
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Astrónomos detetaram, pela primeira vez, uma molécula de açúcar no espaço interestelar. A descoberta foi feita numa enorme nuvem de gás e poeira próxima do centro da Via Láctea.
Trata-se da eritrulose, um açúcar simples encontrado, por exemplo, nas framboesas. A molécula tem quatro átomos de carbono, oito de hidrogénio e quatro de oxigénio.
Investigadores espanhóis identificaram a molécula através de radiotelescópios e de técnicas de espectroscopia. A descoberta é importante porque mostra que alguns dos ingredientes essenciais à vida podem formar-se antes do nascimento das estrelas e dos planetas.
Os cientistas acreditam que a eritrulose poderá ter-se formado à superfície de pequenas partículas de poeira cósmica, onde moléculas simples se juntam e dão origem a compostos mais complexos.
Até agora, já foram identificadas cerca de 350 substâncias químicas no espaço interestelar. Esta é, no entanto, a primeira vez que é detetado um açúcar neste ambiente.
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Há uma portuguesa distinguida entre as Mulheres Inovadoras da União Europeia de 2026.
A engenheira portuguesa Marta Oliveira foi distinguida com o prémio "Rising Innovator" nos Prémios Europeus para Mulheres Inovadoras 2026.
Cofundadora da empresa ATMOS Space Cargo, desenvolve cápsulas reutilizáveis capazes de trazer, em segurança, experiências científicas e carga da órbita terrestre de volta à Terra.
Antes de criar a empresa, trabalhou na NASA, na Agência Espacial Europeia e na Arianespace.
Os prémios da União Europeia distinguem mulheres que transformam investigação e inovação em soluções com impacto na sociedade e procuram incentivar mais mulheres a seguir carreiras científicas e tecnológicas.
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Arqueólogos descobriram em Luxor, no Egito, um túmulo com cerca de 3.200 anos, datado da época de Ramsés II, um dos faraós mais importantes do Antigo Egito.
O túmulo pertenceu a um homem chamado Paser e conserva frescos coloridos em excelente estado, que mostram cenas religiosas e o proprietário sentado ao lado da mulher durante uma cerimónia de oferendas.
A descoberta foi feita por uma equipa de arqueólogos egípcios e neerlandeses na necrópole tebana, uma das mais importantes zonas funerárias do mundo. O túmulo tem a tradicional planta em forma de "T", característica do Império Novo, e os investigadores acreditam que poderá esconder ainda outras câmaras funerárias subterrâneas.
As escavações continuam e os especialistas esperam que esta descoberta ajude a compreender melhor os rituais funerários e a organização desta vasta necrópole, onde nos últimos anos têm sido encontrados vários túmulos e artefactos de grande valor histórico.
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