Uma equipa da Universidade de Yale descobriu que o rato-espinhoso-dourado, uma espécie que vive nos desertos do Médio Oriente, poderá ajudar a explicar como envelhecer de forma mais saudável.
Ao contrário da maioria dos ratos, que vivem menos de um ano na natureza, este pequeno mamífero pode viver até cinco anos mantendo grande parte das suas capacidades físicas e cognitivas.
Os cientistas encontraram níveis muito elevados de uma proteína chamada clusterina, também associada à longevidade em seres humanos centenários. Esta proteína ajuda a eliminar proteínas danificadas, reduz a inflamação e está ligada a um envelhecimento mais saudável.
O estudo revelou ainda que o sistema imunitário destes animais se mantém funcional durante muito mais tempo do que noutras espécies. Os investigadores acreditam que compreender estes mecanismos poderá, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de estratégias que promovam um envelhecimento saudável também nos seres humanos.
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Investigadores japoneses descobriram uma bactéria presente no intestino de uma espécie de rã que conseguiu eliminar completamente tumores em ratinhos com uma única administração.
O estudo abre uma nova via para o desenvolvimento de tratamentos contra o cancro.
A bactéria foi identificada após a análise de dezenas de microrganismos presentes em anfíbios e répteis. Nos testes realizados, mostrou-se mais eficaz do que alguns tratamentos atualmente utilizados, destruindo as células cancerígenas e, ao mesmo tempo, estimulando o sistema imunitário a combater o tumor.
Os investigadores sublinham que os resultados foram obtidos apenas em animais e que serão necessários mais estudos antes de avançar para ensaios em humanos. A equipa pretende agora testar esta abordagem noutros tipos de cancro, como o da mama, do pâncreas e o melanoma.
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Um novo teste à saliva poderá revolucionar o diagnóstico da endometriose, uma doença que afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade fértil.
A tecnologia, agora aprovada pelo Serviço Nacional de Saúde britânico, pode reduzir o tempo de diagnóstico de uma média de nove anos para apenas alguns dias.
A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, podendo atingir os ovários, as trompas de Falópio ou outros órgãos da região pélvica. A doença pode provocar dores intensas, menstruações abundantes, fadiga e dificuldades em engravidar.
O novo teste identifica marcadores biológicos presentes na saliva e permite detetar a doença sem recorrer a cirurgia. Os especialistas acreditam que um diagnóstico mais rápido permitirá iniciar o tratamento mais cedo, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida de milhares de mulheres.
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A LEGO vai lançar o maior modelo de sempre da sua coleção Architecture: uma réplica da Basílica da Sagrada Família, em Barcelona.
O lançamento assinala a conclusão da emblemática obra e os 100 anos da morte do arquiteto Antoni Gaudí.
Com mais de 12 mil peças e cerca de 60 centímetros de altura, o modelo recria os detalhes do interior e das famosas torres da basílica. A construção da Sagrada Família começou em 1882 e prolongou-se durante mais de 140 anos. Após a morte de Gaudí, em 1926, o projeto continuou com base nos seus planos e interpretações posteriores.
Património Mundial da UNESCO desde 1984, a Sagrada Família deverá abrir totalmente ao público em novembro, coincidindo com a chegada deste novo conjunto da LEGO.
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Cientistas no Canadá descobriram grandes reservas naturais de hidrogénio branco, um gás produzido de forma natural nas profundezas da Terra e que poderá tornar-se uma nova fonte de energia limpa e de baixo custo.
A descoberta foi feita em antigas zonas mineiras, onde os investigadores encontraram concentrações elevadas de hidrogénio, sem os gases tóxicos normalmente associados à sua extração. Segundo o estudo, uma única mina poderá produzir energia suficiente para abastecer mais de 400 casas por ano.
Ao contrário do hidrogénio atualmente produzido a partir de combustíveis fósseis ou de processos industriais caros, o hidrogénio branco forma-se naturalmente através da reação entre rochas e água subterrânea. Os cientistas acreditam que o Canadá tem condições únicas para explorar este recurso, mas admitem que formações geológicas semelhantes existem noutros países, o que poderá abrir caminho a uma nova fonte de energia limpa à escala mundial.
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