A qualidade do ar na Europa melhorou bastante na última década. Um relatório do Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus mostra uma redução significativa das emissões de vários dos principais poluentes.
Desde 2015, as emissões industriais de óxidos de enxofre caíram 59% e as de óxidos de azoto diminuíram 39%. Nos transportes rodoviários, a redução foi de 40% nos óxidos de azoto e de 34% nas partículas finas, conhecidas como PM2,5. Em média, as emissões de óxidos de enxofre e de azoto têm diminuído entre 3 e 5% por ano na União Europeia.
Os resultados são atribuídos a décadas de políticas ambientais, ao avanço da tecnologia e à utilização de sistemas industriais e de transportes mais eficientes e menos poluentes.
Mas há ainda problemas. As condições meteorológicas podem provocar episódios de poluição, sobretudo durante vagas de calor, no verão, ou períodos de frio no inverno. As temperaturas elevadas e o sol favorecem a formação de ozono, enquanto o frio e o uso de sistemas de aquecimento podem aumentar as partículas poluentes.
Em 2025, por exemplo, grandes incêndios florestais em Portugal e Espanha contribuíram para níveis elevados de partículas finas e também para o aumento do ozono no norte da Península Ibérica. Houve ainda episódios de poluição associados a poeiras do deserto do Sara.
Apesar destes episódios, a tendência geral é positiva: a Europa tem conseguido reduzir a poluição atmosférica e melhorar a qualidade do ar, embora ainda existam zonas onde os níveis de poluentes ultrapassam os limites considerados seguros.
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Julie, considerada a última elefanta de circo em Portugal, começou uma nova fase da vida no Alentejo.
Depois de cerca de 40 anos a atuar em circos, foi transferida, no final de junho, para o Pangea Elephant Sanctuary, o primeiro santuário dedicado a elefantes resgatados deste tipo em Portugal.
Julie foi capturada ainda bebé em África, no final dos anos 80, e chegou a Portugal em 1988. Em 2018, uma lei portuguesa determinou o fim dos espetáculos com animais selvagens, com a proibição a entrar em vigor até 2024. O problema era encontrar um local adequado para animais como Julie.
O santuário, com cerca de mil hectares no Alentejo, preparou durante 18 meses a chegada da elefanta. Depois de uma viagem de três horas, Julie começou rapidamente a explorar o novo espaço, incluindo zonas de água e lama.
O objetivo é proporcionar-lhe uma vida tranquila e com melhores condições, num ambiente muito mais próximo das necessidades naturais da espécie. O santuário poderá vir a receber entre 20 e 35 elefantes, embora ainda esteja numa fase inicial.
Julie poderá também ganhar companhia ainda este ano, com a chegada prevista de Kariba, outra elefanta africana, atualmente num jardim zoológico na Bélgica.
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Nos Estados Unidos, alguns estados estão a começar a acabar com os benefícios fiscais atribuídos aos grandes centros de dados, numa altura em que cresce a preocupação com o enorme consumo de eletricidade provocado pela expansão da inteligência artificial.
O Arizona, por exemplo, passou a cobrar imposto sobre as vendas de eletricidade utilizada pelos centros de dados, uma medida que deverá gerar cerca de 38 milhões de dólares por ano. No estado de Washington, deixaram de existir benefícios fiscais para a compra de novo equipamento, enquanto a Pensilvânia aprovou o fim de incentivos que estavam em vigor há cinco anos.
A discussão prende-se com os custos destas enormes instalações, que consomem grandes quantidades de energia e precisam de renovar frequentemente os seus equipamentos.
Em Portugal, a situação é diferente. Não houve, em 2026, uma retirada geral de benefícios fiscais específica para centros de dados. Pelo contrário, o Governo aprovou este ano um Plano Nacional de Centros de Dados, que pretende atrair investimento e transformar Portugal num polo europeu deste setor.
A legislação portuguesa prevê ainda benefícios fiscais ao investimento produtivo que podem abranger atividades informáticas e tecnológicas, mediante determinadas condições.
Ao mesmo tempo, os centros de dados estão sujeitos a regras de eficiência energética e, a partir de determinadas dimensões, têm de comunicar informação sobre o seu consumo e desempenho às autoridades europeias.
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Cientistas descobriram na Nicarágua uma grande diversidade de variedades de abacate que até agora não estava devidamente documentada.
A investigação analisou o ADN de 47 variedades tradicionais, 32 delas provenientes da Nicarágua, e mostrou que muitas estão geneticamente relacionadas com abacates da América do Sul. Acredita-se que estas plantas tenham chegado à América Central há milhares de anos, transportadas pelas populações humanas, e que se tenham cruzado com variedades locais.
A descoberta pode ser importante porque a maioria dos abacates vendidos atualmente pertence à variedade Hass. Como estas plantas são geneticamente muito semelhantes, uma doença ou uma alteração significativa do clima poderia afetar grande parte da produção mundial.
As variedades tradicionais encontradas na América Central apresentam uma diversidade genética muito maior e parecem estar melhor adaptadas a ambientes quentes e húmidos. Algumas também não apresentam sinais de podridão das raízes, uma das principais doenças que afetam os abacateiros comerciais.
No futuro, esta diversidade genética poderá ser utilizada para desenvolver variedades de abacate mais resistentes a doenças e às alterações climáticas, ajudando a tornar a produção mais sustentável e segura.
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Uma nova espécie de macaco foi identificada na República Democrática do Congo, mostrando que ainda há muito por descobrir na biodiversidade da região.
O animal, chamado Colobus congoensis e conhecido localmente como “Likweli”, vive no remoto Parque Nacional de Lomami. Tem pelo preto, grandes orelhas, longos pelos no rosto e uma característica curiosa: lábios cor de laranja.
A espécie só foi observada pela primeira vez em 2008, através de uma fotografia pouco nítida. Dez anos depois, os investigadores conseguiram obter imagens mais claras e iniciaram um estudo detalhado.
Análises genéticas, anatómicas e dos sons produzidos pelo animal confirmaram que se trata de uma linhagem distinta, que se separou do seu parente mais próximo, o macaco-colobo-preto, há cerca de quatro a cinco milhões de anos.
É apenas a quinta nova espécie de colobo identificada em 75 anos de investigação em África. Entre 2018 e 2022, foram registados 114 avistamentos, numa área de cerca de 2.300 quilómetros quadrados.
Os cientistas recomendam que o Colobus congoensis seja classificado como espécie ameaçada. O seu território é reduzido e os investigadores descobriram ainda que o animal é caçado por comunidades locais.
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