A empresa portuguesa Corticeira Amorim, com cerca de 150 anos de história, está a desenvolver novas aplicações para a cortiça, muito para além das tradicionais rolhas.
A empresa emprega cerca de quatro mil pessoas e fatura aproximadamente mil milhões de euros por ano.
A cortiça é utilizada, por exemplo, no isolamento térmico de veículos espaciais, incluindo projetos ligados à Agência Espacial Europeia, à NASA e à SpaceX. Serve também para revestir os pavimentos de navios de cruzeiro, fabricar materiais para a construção e absorver derrames de petróleo no mar, permitindo recuperar o óleo.
Outra aplicação passa pelos campos de futebol com relva artificial, onde pequenos grânulos de cortiça substituem a borracha. Segundo a empresa, estes campos podem reduzir em 40% o risco de lesões. O Real Madrid utiliza este material nos seus campos de treino.
A matéria-prima vem do sobreiro, uma árvore típica da região mediterrânica que pode produzir cortiça durante cerca de 200 anos. A primeira extração acontece quando a árvore atinge aproximadamente 25 anos, podendo depois ser descortiçada várias vezes ao longo da vida. Um exemplo de como um recurso natural português continua a encontrar novas aplicações na tecnologia e na indústria.
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Investigadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram um método que pode recuperar até 95% da capacidade de carga de baterias de lítio usadas em carros elétricos.
A técnica consiste em mergulhar os elétrodos num banho químico que remove resíduos acumulados ao longo dos ciclos de utilização.
Ao contrário dos métodos tradicionais de reciclagem, que destroem as baterias para recuperar os seus materiais, este processo permite restaurar parte da capacidade original e prolongar a vida útil das baterias. O método também poderá reduzir os custos, o consumo de energia e as emissões poluentes.
No entanto, só funciona quando a perda de capacidade resulta da acumulação desses resíduos, não sendo eficaz em baterias com danos estruturais.
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A descoberta de uma ave rara no Equador, em 1997, acabou por dar origem a uma importante rede de reservas naturais, alterando para sempre como a região olha para a preservação da natureza.
Batizada de Jocotoco, esta ave, até então desconhecida da ciência, foi encontrada por um grupo de investigadores numa floresta remota dos Andes. A descoberta levou à criação da Fundação Jocotoco, dedicada à proteção da biodiversidade.
Atualmente, a fundação protege 19 reservas privadas, com cerca de 50 mil hectares, em parceria com comunidades locais, que também ajudam a conservar mais 80 mil hectares de terreno.
Nestas áreas já foram registadas mil trezentas e cinquenta espécies de aves, incluindo espécies ameaçadas, como o periquito de El Oro e a pardela-das-Galápagos.
Um exemplo de como a descoberta de uma única espécie pode contribuir para proteger ecossistemas inteiros.
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Uma nova investigação revelou que artesãos da Idade do Gelo, que viveram há cerca de 18 mil anos, utilizavam os próprios padrões naturais de crescimento dos marfins de mamute para estruturar e inspirar a arte gravada em figuras femininas.
Ao analisar 18 estatuetas do tipo "Vénus" descobertas em Mizyn, na Ucrânia, uma equipa internacional de cientistas recorreu a modelação digital 3D e microscopia de alta resolução para demonstrar que as linhas naturais do marfim (as chamadas linhas de Schreger e Owen) foram deliberadamente imitadas no design exterior das peças.
Esta descoberta, publicada na revista Heritage Science, foi impulsionada por esforços urgentes de preservação digital liderados pela ONG ucraniana Archaic, uma vez que o conflito armado no país limitou o acesso físico às peças originais guardadas no Museu Nacional de História da Ucrânia, em Kiev.
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Uma equipa de arqueólogos descobriu, no Peru, um túmulo com cerca de 600 anos, que permaneceu intacto até aos nossos dias.
A descoberta foi feita em Chan Chan, uma antiga cidade da civilização Chimú, classificada como Património Mundial da UNESCO.
No interior do túmulo foram encontrados os restos mortais de 38 pessoas, além de armas, peças de cobre e ouro, joias e tecidos coloridos. Estes vestígios indicam que os indivíduos pertenciam à elite desta sociedade andina, que atingiu o seu apogeu no século XV, antes de ser conquistada pelos Incas.
A descoberta é especialmente importante porque, até agora, muitos túmulos desta civilização tinham sido saqueados, dificultando o estudo dos restos humanos e dos objetos encontrados. Este achado permite aos investigadores conhecer melhor os costumes funerários e a organização social dos Chimú.
E há ainda muito por descobrir: estima-se que apenas sete por cento da antiga cidade de Chan Chan tenha sido escavada.
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