Cientistas criaram o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos e descobriram que estes filamentos se estendem por cerca de 100 quatriliões de quilómetros apenas nos primeiros 15 centímetros de solo.
Se fossem unidos num único fio, dariam para fazer a viagem entre a Terra e o Sol, ida e volta, mil milhões de vezes.
Estas redes, conhecidas como a "internet das florestas", ligam fungos e plantas, permitindo a troca de nutrientes, água e açúcares, desempenhando um papel essencial na saúde dos ecossistemas e no armazenamento de carbono.
O estudo revela ainda que as maiores concentrações destas redes existem em pradarias e zonas húmidas, mas que a agricultura intensiva reduz significativamente a sua presença. Os investigadores defendem que os fungos devem passar a ser considerados uma prioridade nas estratégias de conservação da natureza.
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Uma equipa da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo sistema de dessalinização movido a energia solar que transforma água do mar em água potável sem utilizar produtos químicos e sem produzir salmoura, o resíduo altamente salgado que normalmente prejudica os ecossistemas marinhos.
A tecnologia utiliza painéis metálicos especiais que absorvem quase toda a energia solar. À medida que a água evapora, os sais e minerais ficam retidos nas extremidades do painel, permitindo que o sistema continue a funcionar sem entupir.
Além de produzir água potável de forma mais eficiente, o processo permite recuperar praticamente todos os sais presentes na água do mar. Entre eles está o lítio, um mineral essencial para o fabrico de baterias de veículos elétricos e equipamentos eletrónicos. Nos primeiros testes, os investigadores conseguiram recuperar cerca de metade do lítio presente nas amostras analisadas.
Os cientistas acreditam que esta inovação poderá ajudar a aumentar o acesso à água potável e, ao mesmo tempo, criar uma forma mais sustentável de obter minerais valiosos, reduzindo o impacto ambiental da mineração tradicional.
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Um inventor britânico criou um filtro para máquinas de lavar roupa capaz de reter microfibras sintéticas antes de estas chegarem aos rios e oceanos.
Consideradas uma das principais fontes de microplásticos no ambiente, estas partículas libertam-se das roupas durante cada lavagem e acabam por se espalhar pela natureza.
Desenvolvido por Adam Root, o equipamento já conta com o apoio de gigantes da indústria, como a Bosch e a Siemens. Além de estar disponível para uso doméstico, a tecnologia está agora a ser adaptada para fábricas têxteis e grandes unidades industriais, onde a libertação de microfibras é muito maior.
Segundo os investigadores, os microplásticos já foram encontrados em praticamente todos os órgãos do corpo humano e estão associados a vários problemas de saúde. Desde o lançamento do filtro, os equipamentos vendidos deverão impedir que cerca de 4,6 toneladas de microfibras cheguem ao ambiente ao longo da sua vida útil.
A invenção foi finalista do prémio ambiental Earthshot e poderá tornar-se uma importante ferramenta no combate à poluição por microplásticos.
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Uma descoberta arqueológica no País de Gales veio corrigir um erro com quase um século.
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Uma equipa de astrónomos fez uma descoberta histórica ao encontrar as primeiras provas sólidas de campos magnéticos em planetas fora do Sistema Solar.
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