Uma técnica simples pode ajudar as florestas recém-plantadas a crescer mais depressa e a armazenar mais carbono: espalhar pequenas quantidades de rocha basáltica triturada no solo.
A conclusão surge de um dos maiores estudos de campo sobre esta técnica, realizado no País de Gales por investigadores do Imperial College London, dos Royal Botanic Gardens Kew e da Universidade de Sheffield, em parceria com a Carbon Community.
No projeto Glandwr Forest Carbon Study, foram plantadas cerca de 26 mil árvores numa área de 10 hectares, dividida em 72 parcelas. Os investigadores testaram diferentes formas de ajudar as árvores jovens a desenvolver-se, incluindo a aplicação de basalto triturado no solo.
À medida que a rocha se degrada, liberta minerais e altera ligeiramente as características do solo, facilitando a disponibilidade e absorção de nutrientes importantes, como azoto e fósforo.
Os primeiros resultados são promissores: nas parcelas onde foi aplicado basalto, o potencial de armazenamento de carbono nas árvores, raízes e vegetação acima do solo aumentou cerca de 27%.
A equipa também testou a introdução de fungos e microrganismos provenientes de florestas maduras, que poderiam ajudar as árvores jovens a desenvolver melhor as raízes. Alguns carvalhos e abetos beneficiaram, mas, no conjunto do projeto, os resultados ainda não foram suficientemente consistentes.
A combinação das duas técnicas também não produziu, para já, melhorias significativas. Os investigadores acreditam que as árvores são ainda demasiado jovens e que será necessário acompanhá-las durante mais anos.
A experiência mostra, no entanto, que intervenções simples e baseadas na natureza podem ajudar novas florestas a estabelecer-se, aumentando o seu potencial para capturar carbono, melhorar os solos e contribuir para a biodiversidade.