Uma planta conhecida como “feto da ressurreição”, a Pleopeltis polpodioides, está a inspirar uma nova forma de conservar vacinas sem frigorífico.
Esta planta consegue secar completamente e parecer morta durante meses, recuperando quando volta a ter água. A sua capacidade de resistir à seca está relacionada com a produção de trealose, um açúcar que protege as células.
Investigadores britânicos estão a aplicar este princípio a uma vacina em pó, que poderá ultrapassar a chamada cadeia de frio. Atualmente, milhões de doses são desperdiçadas quando as vacinas não conseguem ser mantidas à temperatura adequada, sobretudo em regiões com pouco acesso a eletricidade e refrigeração.
Nos primeiros testes, a vacina manteve-se estável durante um ano, mesmo à temperatura ambiente e depois de passar por grandes variações de temperatura.
Num ensaio com 60 pessoas, mostrou-se segura e produziu uma resposta imunitária semelhante à das vacinas convencionais.
Está agora previsto um novo ensaio com 160 participantes. A tecnologia poderá reduzir o desperdício e facilitar o acesso a vacinas em regiões onde a refrigeração é um desafio.