Uma empresa chinesa concluiu um prédio de habitação com 26 andares em apenas 5 dias, recorrendo a um sistema inovador de construção modular em aço inoxidável.
Em vez de ser construído no local, o edifício foi montado a partir de módulos totalmente equipados, fabricados em fábrica, que já incluíam canalização, janelas, iluminação e cozinhas.
A tecnologia foi desenvolvida após o devastador sismo de Sichuan, em 2009, com o objetivo de criar edifícios mais resistentes aos terremotos.
Além de acelerar a construção, este método reduz o desperdício, o ruído e as emissões.
No futuro, o edifício poderá ser desmontado e transferido para outro local sem necessidade de demolição. 26 andares em apenas 5 dias, neste inovador sistema de construção modular.
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Os Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, concluíram a digitalização de mais de 7 milhões de exemplares de plantas e fungos, criando um dos maiores arquivos digitais do mundo.
A coleção reúne amostras recolhidas ao longo de quase 200 anos, incluindo algumas da época de Charles Darwin.
Com recurso à inteligência artificial, os cientistas podem identificar espécies com maior precisão, descobrir plantas e fungos ainda desconhecidos e até confirmar espécies que já desapareceram. O projeto também pode acelerar a investigação em áreas como a medicina, a agricultura e o desenvolvimento de novos materiais, uma vez que muitas espécies escondem compostos com grande potencial científico.
Esta coleção passa agora a integrar uma base de dados internacional com mais de 145 milhões de exemplares, disponível de forma gratuita para investigadores de todo o mundo.
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O degelo do pergilissolo, mais conhecido pela expressão em inglês permafrost, ou seja, o solo que permanece congelado durante todo o ano, não liberta apenas dióxido de carbono para a atmosfera. Um novo estudo revela que este fenómeno também pode ajudar a remover parte desse CO2.
A investigação analisou 50 rios no Planalto do Tibete, uma das maiores regiões geladas de alta montanha do planeta. Os cientistas descobriram que, à medida que o solo descongela, ficam expostos minerais que aceleram a erosão química das rochas. Este processo natural absorve dióxido de carbono da atmosfera e transforma-o em carbono dissolvido na água.
Os investigadores calcularam que, em média, esta absorção compensa cerca de 35% das emissões de CO2 libertadas pelos rios. Em algumas zonas, onde o permafrost já está mais fragmentado, a quantidade de carbono absorvida chega mesmo a ultrapassar as emissões.
Os cientistas sublinham, no entanto, que o degelo continua a ser um problema para o clima. Mas esta descoberta mostra que existem processos naturais capazes de reduzir parte dessas emissões, um fator que deverá ser incluído nas futuras avaliações sobre as alterações climáticas.
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Uma jovem canadiana tornou-se a primeira pessoa no mundo a recuperar de queimaduras graves no rosto graças a um tratamento inovador com exossomas.
Kaitlin Jeffrey sofreu queimaduras de terceiro grau na sequência de um incêndio e os médicos acreditavam que teria de ser submetida a enxertos de pele, ficando com cicatrizes permanentes.
No entanto, uma equipa médica decidiu apostar numa abordagem inédita. Em vez dos enxertos, utilizou exossomas, pequenas partículas libertadas pelas células que transportam sinais capazes de estimular a regeneração dos tecidos. Apesar de esta técnica já ter mostrado resultados promissores na cicatrização de feridas, nunca tinha sido utilizada em pessoas com queimaduras desta gravidade.
Os resultados superaram todas as expectativas. Cerca de cinco meses depois do acidente, o rosto de Kaitlin estava completamente recuperado. Ainda será necessário realizar enxertos numa parte do pescoço, mas este caso poderá acelerar o desenvolvimento de um novo tratamento para queimaduras graves, com potencial para beneficiar doentes em todo o mundo.
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Cientistas criaram o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos e descobriram que estes filamentos se estendem por cerca de 100 quatriliões de quilómetros apenas nos primeiros 15 centímetros de solo.
Se fossem unidos num único fio, dariam para fazer a viagem entre a Terra e o Sol, ida e volta, mil milhões de vezes.
Estas redes, conhecidas como a "internet das florestas", ligam fungos e plantas, permitindo a troca de nutrientes, água e açúcares, desempenhando um papel essencial na saúde dos ecossistemas e no armazenamento de carbono.
O estudo revela ainda que as maiores concentrações destas redes existem em pradarias e zonas húmidas, mas que a agricultura intensiva reduz significativamente a sua presença. Os investigadores defendem que os fungos devem passar a ser considerados uma prioridade nas estratégias de conservação da natureza.
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