Uma equipa da Universidade de Yale descobriu que o rato-espinhoso-dourado, uma espécie que vive nos desertos do Médio Oriente, poderá ajudar a explicar como envelhecer de forma mais saudável.
Ao contrário da maioria dos ratos, que vivem menos de um ano na natureza, este pequeno mamífero pode viver até cinco anos mantendo grande parte das suas capacidades físicas e cognitivas.
Os cientistas encontraram níveis muito elevados de uma proteína chamada clusterina, também associada à longevidade em seres humanos centenários. Esta proteína ajuda a eliminar proteínas danificadas, reduz a inflamação e está ligada a um envelhecimento mais saudável.
O estudo revelou ainda que o sistema imunitário destes animais se mantém funcional durante muito mais tempo do que noutras espécies. Os investigadores acreditam que compreender estes mecanismos poderá, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de estratégias que promovam um envelhecimento saudável também nos seres humanos.