Um novo estudo sugere que certas ondas cerebrais produzidas durante o sono profundo podem ajudar a proteger contra a progressão da doença de Alzheimer.
Investigadores da Universidade Concordia no Canadá acompanharam, durante três anos, 60 pessoas com Alzheimer ligeiro a moderado.
Verificaram que níveis elevados de orexina, uma substância do cérebro ligada à vigília, ao sono e ao apetite, estavam associados a maior declínio da memória e do pensamento, além de mais sinais de inflamação e neurodegeneração.
Mas este efeito parecia ser menor nas pessoas que apresentavam ondas cerebrais mais fortes durante o sono, sobretudo os chamados fusos do sono e oscilações lentas, associados à consolidação e preservação da memória.
Esta actividade cerebral pode dar alguma resistência aos efeitos negativos da orexina.
O estudo, publicado na revista Neurology, sugere que analisar estas ondas cerebrais e os níveis de orexina poderá ajudar a acompanhar a evolução do Alzheimer e, no futuro, a identificar tratamentos mais adequados.