Um novo estudo indica que a meditação transcendental pode ajudar não só a reduzir o stress, mas também a abrandar o envelhecimento.

A investigação concluiu que esta prática suprime a ativação de genes associados à resposta ao stress. A novidade é que esses mesmos genes têm sido ligados a sinais de envelhecimento acelerado, o que sugere que a meditação poderá ter um efeito protetor a nível celular.
O estudo foi conduzido por investigadores da Maharishi International University, nos Estados Unidos, e publicado na revista Biomolecules. Os cientistas dividiram os participantes em quatro grupos: jovens e idosos, praticantes e não praticantes de meditação transcendental.
Nos jovens que meditavam, 13 dos 15 genes analisados — ligados ao stress e ao envelhecimento — apresentaram menor atividade. Nos participantes mais velhos, esse efeito verificou-se em 7 dos 15 genes. Além disso, os praticantes mais velhos revelaram melhor desempenho cognitivo e maior rapidez de processamento mental.
A meditação transcendental baseia-se na repetição silenciosa de um mantra, durante 15 a 20 minutos, duas vezes por dia. Já é estudada há décadas e, segundo os investigadores, poderá contribuir para reduzir a inflamação, proteger o ADN e melhorar funções celulares associadas ao envelhecimento.
Conclusão: uma prática milenar que a ciência continua a associar a benefícios reais para o corpo e para a mente.