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MARGINAL

A MÚSICA MAIS PERTO DO MAR

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1995 Rock & Roll Hal Of Fame Museum

Há 31 anos, o rock ganhou uma casa. A 2 de setembro de 1995, o Rock & Roll Hall of Fame and Museum abriu finalmente as portas ao público, em Cleveland, Ohio.

O edifício, desenhado pelo arquitecto I. M. Pei, tornou-se imediatamente um dos novos símbolos da cidade. Construído junto ao lago Erie, com uma enorme estrutura de vidro e formas geométricas, parecia tão arrojado como a própria música que pretendia celebrar.

A escolha de Cleveland não foi por acaso. Foi ali que o DJ Alan Freed ajudou a popularizar a expressão “rock and roll” e promoveu, em 1952, o Moondog Coronation Ball, considerado um dos primeiros grandes concertos de rock and roll. Quando a fundação anunciou Cleveland como a cidade escolhida, em 1986, houve quem questionasse a decisão. Nove anos depois, a cidade tinha finalmente o seu monumento ao rock.

A inauguração foi digna da ocasião. No dia anterior, Little Richard, Yoko Ono, Martha Reeves, Berry Gordy, Jann Wenner e Ahmet Ertegun, entre outros, participaram na cerimónia de corte da fita. A cerimónia começou ao som de uma gravação de Jimi Hendrix a tocar “The Star-Spangled Banner”.

Mas a grande celebração aconteceu nessa noite. Cerca de 60 mil pessoas encheram o Cleveland Municipal Stadium para um concerto com mais de sete horas de música. Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Aretha Franklin, Bob Dylan, Johnny Cash, Bruce Springsteen, Al Green, The Pretenders e muitos outros atravessaram várias gerações do rock, do soul e do R&B.

Era mais do que a abertura de um museu. Era o reconhecimento de que uma música que nascera das raízes do blues, gospel, country e rhythm and blues já fazia parte da história cultural americana.

E Cleveland tinha finalmente uma casa para contar essa história.

A CARREGAR...
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