Cientistas chineses conseguiram, pela primeira vez, clonar iaques selvagens numa tentativa de proteger uma das subespécies mais raras do mundo: o iaque dourado, do qual restam apenas entre 170 e 300 exemplares.

Esta subespécie vive nas zonas mais altas do planalto do Tibete e distingue-se pela sua pelagem dourada e por características genéticas únicas, adaptadas à vida em altitude extrema. No entanto, a população sofre com a reduzida diversidade genética e o risco de extinção.
Para ajudar a preservar a espécie, investigadores sequenciaram milhares de genomas de iaques selvagens e desenvolveram um programa de clonagem que já permitiu o nascimento de vários animais. O objetivo é aumentar a diversidade genética dos rebanhos selvagens e, no futuro, reforçar também a população de iaques dourados.
Os cientistas acreditam que esta tecnologia poderá desempenhar um papel importante na conservação de espécies ameaçadas.