Uma equipa de cientistas da Escola Politécnica Federal de Zurique, na Suíça, alcançou um feito impressionante.

Criar um pequeno íman supercondutor, do tamanho da palma da mão, capaz de gerar campos magnéticos quase tão fortes como os produzidos por algumas das maiores instalações científicas do mundo.
Os protótipos, com menos de sete centímetros de diâmetro, atingiram intensidades entre 38 e 42 teslas. Para comparação, o recordista mundial produz 45 teslas, mas ocupa o espaço de um pequeno edifício, pesa dezenas de toneladas e necessita de enormes quantidades de energia, água e hélio para funcionar.
A nova tecnologia utiliza um material supercondutor especial, organizado em pequenas bobinas que permitem concentrar o campo magnético num espaço reduzido e com muito menos perdas de energia.
Segundo os investigadores, esta inovação poderá facilitar o desenvolvimento da fusão nuclear, considerada uma possível fonte de energia limpa do futuro, e tornar mais acessíveis equipamentos de ressonância magnética nuclear, uma técnica utilizada para estudar materiais, moléculas e estruturas à escala atómica.