Investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriram uma mutação genética que pode abrir caminho a cereais capazes de se auto-fertilizar, como o trigo ou a cevada.

A descoberta pode revolucionar a agricultura e reduzir a dependência de fertilizantes químicos.
As plantas precisam de azoto para crescer, mas a maioria das culturas agrícolas só o obtém através de fertilizantes artificiais. Algumas plantas, como ervilhas, feijões e trevo, conseguem dispensá-los porque vivem em simbiose com bactérias que transformam o azoto do ar num nutriente utilizável.
Os cientistas identificaram um pequeno “interruptor” molecular nas raízes das plantas que decide se estas rejeitam as bactérias ou cooperam com elas.
Com apenas duas pequenas alterações nesse mecanismo, conseguiram fazer com que plantas passassem a aceitar bactérias fixadoras de azoto.A experiência resultou em laboratório e já foi testada com sucesso na cevada.
Se esta capacidade puder ser aplicada a outras culturas, como trigo, milho ou arroz, será possível reduzir drasticamente o uso de fertilizantes sintéticos, que consomem muita energia e produzem grandes quantidades de dióxido de carbono.
Segundo os investigadores, esta descoberta é um passo importante para uma agricultura mais sustentável e amiga do clima.