Um estudo realizado na Escócia revelou que a proibição da pesca de arrasto no fundo do mar trouxe resultados impressionantes para a vida marinha.

Dez anos após a criação de uma área protegida ao largo da ilha de Arran, os cientistas encontraram mais de 1.500 espécies a prosperar nos fundos marinhos.
Ao comparar esta zona com áreas onde a pesca continua a ser permitida, os investigadores registaram o dobro das espécies e três vezes mais abundância de vida marinha. Segundo os especialistas, os fundos lodosos do oceano, muitas vezes considerados desertos submarinos, são na realidade habitats ricos em biodiversidade.
Além de favorecer o regresso de animais e plantas marinhas, a proteção destes ecossistemas ajuda também a preservar importantes reservas de carbono armazenadas nos sedimentos do fundo do mar, contribuindo para o combate às alterações climáticas.
Os investigadores defendem agora que este sucesso poderá servir de exemplo para aumentar a proteção dos fundos marinhos noutras regiões da Europa.