Uma análise genética recente indica que as baleias-de-bossa do mar Arábico constituem uma subespécie distinta, que terá seguido o seu próprio percurso evolutivo durante dezenas de milhares de anos.
O estudo, publicado na revista Frontiers in Marine Science, analisou amostras genéticas de milhares de baleias e concluiu que esta população é bastante diferente das que vivem no Atlântico, no Pacífico e no hemisfério sul.
Ao contrário das outras baleias-de-bossa, estas permanecem durante todo o ano nas águas de Omã, sem migrarem para se alimentar ou reproduzir. Os investigadores acreditam que a abundância sazonal de nutrientes, provocada pelas monções, lhes permite encontrar alimento em águas tropicais.
A análise indica que esta linhagem se terá separado das restantes há cerca de 43 mil a 113 mil anos.
No entanto, o isolamento genético e a reduzida diversidade desta população tornam-na particularmente vulnerável. Entre as principais ameaças estão as redes de pesca, as colisões com navios, a poluição e as alterações climáticas, que podem afetar a disponibilidade de alimento.
Os investigadores defendem, por isso, o reforço das medidas de conservação para proteger esta população rara, cuja sobrevivência poderá estar em risco.