Um estudo recente analisou fósseis de insetos preservados em âmbar, resina de árvore fossilizada capaz de conservar pequenos organismos durante milhões de anos.

Investigadores em Espanha estudaram seis amostras de âmbar com insetos que viveram no período Cretáceo, há cerca de 99 milhões de anos, numa época em que ainda existiam dinossauros.
Dentro das amostras encontraram formigas, ácaros, aranhas, térmitas e até mosquitos muito próximos uns dos outros. Este fenómeno raro acontece quando vários organismos ficam presos ao mesmo tempo na resina, criando uma espécie de instantâneo da vida num ecossistema antigo.
Com microscópios de grande precisão, os cientistas descobriram, por exemplo, ácaros junto de formigas, o que pode indicar relações de parasitismo ou até cooperação — como ácaros que se prendiam às formigas para viajar para novos habitats.
O estudo, publicado na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, ajuda assim os investigadores a compreender como os insetos interagiam entre si e qual era o seu papel nos ecossistemas há milhões de anos.