Um ambicioso programa de replantar uma floresta na China transformou zonas áridas junto ao Deserto de Taklamakan num aliado no combate às alterações climáticas.

Desde 1978, foram plantadas cerca de 66 mil milhões de árvores para travar tempestades de areia e proteger áreas agrícolas — iniciativa conhecida como “Grande Muralha Verde”.
Além de conter o avanço do deserto, o aumento da vegetação criou um “aspirador de carbono”, capaz de absorver dióxido de carbono da atmosfera. Dados analisados pela NASA e pelo Caltech mostram que a nova cobertura vegetal aumentou ligeiramente a humidade e reforçou a capacidade do solo para reter carbono.
Segundo os cientistas chineses, o estudo prova que a ação humana pode ajudar a transformar até ambientes extremos em reservas naturais de carbono, abrindo novas possibilidades para reduzir o efeito de estufa e combater a desertificação.